Configurando hosts virtual no Apache no Ubuntu 18.04

Introdução

O servidor web Apache é a forma mais popular de servir conteúdo web na Internet.
Ele representa mais da metade de todos os websites ativos na Internet e é extremamente poderoso e flexível.

O Apache divide suas funcionalidades e componentes em unidades individuais que podem ser personalizadas e configuradas independentemente. A unidade básica que descreve um determinado site ou um domínio é chamada virtual host.

Essas denominações permitem ao administrador utilizar um servidor para hospedar múltiplos sites e domínios a partir de uma simples interface ou IP através da utilização do mecanismo de correspondência . Isto é relevante para quem quer hospedar mais de um site em um único VPS (Virtual Private Server).

Cada domínio que esteja configurado irá direcionar o visitante para um diretório específico que mantém as informações daquele site, nunca indicando que o mesmo servidor também é responsável por outros sites. Este esquema é expansível sem qualquer limite de software desde que seu servidor possa suportar a carga.

Neste guia, vamos orientá-lo sobre como configurar Apache virtual hosts em um VPS Ubuntu 16.04. Durante este processo, você aprenderá como servir diferentes conteúdos para diferentes visitantes dependendo de qual domínio eles estão requisitando.

Pré-requisitos

Antes de você começar este tutorial, você deve criar um usuário não-root conforme descrito nos passos 1-4 aqui.

Você também precisará ter o Apache instalado a fim de trabalhar com estes passos. Se você não tiver feito isto, você poderá ter o Apache instalado em seu servidor através do apt-get:

sudo apt-get update
sudo apt-get install apache2
sudo apt-get install mysql-server
sudo apt-get install phpmyadmin

Após a conclusão dessas etapas, podemos começar.

Para os objetivos deste guia, nossa configuração fará um virtual host para teste.com e outro para teste2.com. Estes serão referenciados ao longo do guia, mas você deve substituir seus próprios domínios ou valores enquanto acompanha.

Iremos mostrar como editar seu arquivo hosts local posteriormente, para testar a configuração, se você estiver usando valores fictícios. Isto o permitirá testar sua configuração pelo seu computador doméstico, mesmo que seu conteúdo não esteja disponível através do nome de domínio para outros visitantes.

Passo um – Criar a estrutura de diretórios

O primeiro passo que vamos tomar é criar uma estrutura de diretórios que irá armazenar os dados do site que estará servindo aos visitantes.

Nosso document root (o diretório de nível superior que o Apache olha para encontrar o conteúdo para servir) será definido para diretórios individuais sob o diretório /var/www. Vamos criar um diretório aqui para ambos os virtual hosts que estamos planejando fazer.

Dentro de cada um desses diretórios, vamos criar o diretório teste que irá manter nossos arquivos reais. Isto nos dá certa flexibilidade em nossa hospedagem.

Por exemplo, para nossos sites, nós vamos criar nossos diretórios assim:

sudo mkdir -p /var/www/teste
sudo mkdir -p /var/www/teste2

Passo Dois – Conceder Permissões

Agora temos a estrutura de diretórios para nossos arquivos, mas eles são de propriedade de nosso usuário root. Se quisermos que nosso usuário regular esteja apto a modificar arquivos em nossos diretórios web, podemos alterar o proprietário fazendo isto:

sudo chmod  -R  777   /var/www/teste

sudo chmod  -R  777   /var/www/teste2

Passo Três – Criar as Páginas Demo para cada Virtual Host

Temos nossa estrutura de diretório no lugar. Vamos criar algum conteúdo para servir.

Vamos fazer apenas uma demonstração, assim nossas páginas serão bastante simples. Vamos apenas fazer uma página index.html para cada site.

Vamos começar com teste.com. Podemos abrir um arquivo index.html em nosso editor digitando:

nano /var/www/teste/index.html

Nesse arquivo, crie um documento HTML simples que indica o site que está conectado. Meu arquivo se parece com isso:

/var/www/teste/index.html
<html>
  <head>
    <title>BEM VINDO!</title>
  </head>
  <body>
    <h1>TESTE REALIZADO COM SUCESSO!</h1>
  </body>
</html>

Salve e feche o arquivo quando terminar.

Podemos copiar este arquivo para usá-lo como base para nosso segundo site digitando:

cp /var/www/teste/index.html     /var/www/teste2/index.html

Podemos, então, abrir o arquivo e modificar as informações pertinentes:

nano /var/www/teste2/index.html

/var/www/teste2/index.html
<html>
  <head>
    <title>BEM VINDO!</title>
  </head>
  <body>
    <h1>TESTE2 REALIZADO COM SUCESSO!</h1>
  </body>
</html>

Salve e feche o arquivo também. Agora você tem as páginas necessárias para testar a configuração de virtual host.

Passo Quatro – Criar novos arquivos de Virtual Hosts

Arquivos de virtual host são arquivos que especificam a configuração real do nosso virtual host e determina como o servidor web Apache irá responder às várias requisições de domínio.

O Apache vem com um arquivo padrão de virtual host chamado 000-default.conf que podemos usar como ponto de partida. Vamos copiá-lo para criar um arquivo de virtual host para cada um de nossos domínios.

Vamos começar com um domínio, configurá-lo, copiá-lo para nosso segundo domínio, e então fazer os pequenos ajustes necessários. A configuração padrão do Ubuntu requer que cada arquivo de virtual host termine em .conf.

Crie o primeiro arquivo de Virtual Host

Comece copiando o arquivo para o primeiro domínio:

sudo cp /etc/apache2/sites-available/000-default.conf /etc/apache2/sites-available/teste.conf

Abra o novo arquivo em seu editor com privilégios de root:

sudo nano /etc/apache2/sites-available/teste.conf

O arquivo será algo parecido com isso (eu removi os comentários aqui para tornar o arquivo mais legível):

/etc/apache2/sites-available/teste.conf

 

<VirtualHost *:80>
ServerAdmin suporte@tecsysteminformatica.com
ServerName teste.com
ServerAlias www.teste.com
DocumentRoot /var/www/teste
ErrorLog ${APACHE_LOG_DIR}/error.log
CustomLog ${APACHE_LOG_DIR}/access.log combined

<Directory /var/www/teste>
Options Indexes FollowSymLinks MultiViews
AllowOverride All
Order allow,deny
allow from all
</Directory>

</VirtualHost>

As configurações do primeiro dominio esta quase pronta, mas primeiro vamos configuara o segundo dominio , para habilitalos .

Agora que temos nosso primeiro arquivo de virtual host criado, podemos criar nosso segundo copiando esse arquivo e ajustando-o conforme necessário.

Agora você precisa modificar todas as informações pertinentes para referenciar seu segundo domínio. Quando terminar, ele será algo parecido com isto:

/etc/apache2/sites-available/teste2.conf

<VirtualHost *:80>
ServerAdmin suporte@tecsysteminformatica.com
ServerName teste.com
ServerAlias www.teste.com
DocumentRoot /var/www/teste
ErrorLog ${APACHE_LOG_DIR}/error.log
CustomLog ${APACHE_LOG_DIR}/access.log combined

<Directory /var/www/teste>
Options Indexes FollowSymLinks MultiViews
AllowOverride All
Order allow,deny
allow from all
</Directory>

</VirtualHost>

Salve e feche o arquivo quando terminar.

Passo Cinco – Ativar os novos arquivos de Virtual Host

Agora que criamos nossos arquivos de virtual host, devemos ativá-los. O Apache inclui algumas ferramentas que nos permitem fazer isto.

Podemos utilizar a ferramenta a2ensite para ativar cada um de nossos sites assim:

sudo a2ensite teste.conf

sudo a2ensite teste2.conf

Depois, desabilite o site padrão definido em 000-default.conf:

sudo a2dissite 000-default.conf

Quando terminar, você precisará reiniciar o Apache para fazer com que estas alterações tenham efeito:

sudo systemctl restart apache2

Em outras documentações, você também poderá ver um exemplo usando o comando service:

Antes de reiniciar o Apache Adicione o seguimte usuario para que possa subir imagens e alteras arquivos via web:

chown  -R  www-data:www-data  /var/www/teste

chown  -R  www-data:www-data  /var/www/teste2

 

sudo service apache2 restart

Esse comando ainda funcionará, mas pode não dar a saída que você está acostumado a ver em outros sistemas, uma vez que agora ele é vinculado ao comando systemctl do systemd.

Tambem precisamos alteras o arquivo hosts

sudo nano /etc/hosts

Se você estiver em uma máquina Windows, você poderá encontrar instruções para alteração do seu arquivo hosts aqui.

Os detalhes que você precisa adicionar são o endereço IP público do seu servidor VPS seguido pelo domínio que você quer usar para alcançar esse VPS.

Para os domínios que eu utilizei neste guia, assumindo que o endereço IP do meu servidor VPS é 111.111.111.111, eu poderia adicionar as seguintes linhas no final do meu arquivo hosts:

/etc/hosts
127.0.0.1   localhost
127.0.1.1   guest-desktop
111.111.111.111 example.com
111.111.111.111 test.com

Isso irá direcionar quaisquer requisições para teste.com e teste2.com em nosso computador e enviá-las para nosso servidor em 111.111.111.111. Isso é o que queremos se não somos na verdade os proprietários desses domínios, de forma a testar nossos virtual hosts.

Salve e feche o arquivo.

Passo Sete – Teste seus resultados

Agora que você tem seus virtual hosts configurados, você pode testar sua configuração facilmente indo para os domínios que você configurou em seu navegador web:

http://teste.com

Você deve ver uma página parecida com esta:

TESTE REALIZADO COM SUCESSO!

 

Da mesma forma, você puder visitar sua segunda página:

TESTE2 REALIZADO COM SUCESSO!

 

http://teste2.com

Você verá o arquivo que você criou para seu segundo site:

 

Se ambos os sites funcionaram bem, você configurou com sucesso dois virtual hosts no mesmo servidor.

Se você ajustou o arquivo hosts do seu computador doméstico, você pode querer apagar as linhas que você adicionou, agora que você verificou que a sua configuração funciona. Isto irá evitar que seu arquivo hosts fique cheio de entradas que não são realmente necessárias.

Observaço: Para acessa localmente e so digitar no navegador:  127.0.0.1/teste ou teste2

 

 

Por Paulo Pereira
E-mail: paulo@tecsysteminformatica.com

Como usar o ITAU pelo Linux sem instalar o Guardião?


user agente linux nao usar o guardiao no itau

A maioria dos bancos hoje em dia te obrigam a instalar algum software proprietário para conseguir acessar o banco pela internet, como é o caso do ITAU.Se você tentar acessar o ITAU pela internet via Linux, ele irá informar que você é obrigado a instalar um software deles e irá te dar a opção de fazer o Download de um arquivo chamado warsaw.deb para instalação em Debian-Baseds.

Então basta fazer o Download e instalar o aplicativo do Guardião?

Sim, caso você utilize alguma distribuição Debian-Based, como Ubuntu, Mint, Elementary etc. Mas nem todo mundo se sente confortável instalando um aplicativo de terceiros sem saber qual é a origem dele e quais riscos ele representa para o seu sistema.

O Warsaw ou Guardião 30 horas do ITAU é fornecido pela Gas Tecnologia, a mesma por trás de praticamente 90% dos aplicativos Web dos bancos atualmente.

O grande problema é que não é de hoje que os usuários relatam um comportamento estranho deste aplicativo e a sua maneira intrusiva de se alocar no seu PC. No caso do Windows, após ser instalado, é uma verdadeira tortura conseguir desinstalá-lo de vez, pois ele se espalha e mantem arquivos ocultos por todo o sistema, sendo inclusive comparado com um Malware ou Vírus tamanha a intromissão ao acessar vários arquivos de Administrador e não permitir a sua remoção completa caso o usuário por assim deseje seguir.

guardiao itau obriga instalacao

Se você tentar acessar o banco sem o Guardião instalado, receberá esta página pedindo para que você instale ele.

Um software que não é amigável para ser removido não parece ser muito confiável, não é?

Sim, isso deixa claro o quão mal-intencionado um software proprietário de monitoramento pode ser. Além disso é possível encontrar vários relatos de usuários que observaram o comportamento do Guardião e descobriram que ele permanece ativo a maior parte, senão todo o tempo enquanto você utiliza o seu computador, mesmo que não esteja na página do Banco.

Ele roda em background gastando os recursos do seu computador, como memória e processamento. Além de monitorar todo o seu tráfego Web verificando tudo o que entra e sai pelas portas da sua conexão. Inclusive há alguns meses atrás este mesmo aplicativo bloqueava algumas portas dos usuários fazendo com que a conexão com a internet ficasse lenta ou inoperante, mostrando o quão longe vai o alcance de acesso do aplicativo no seu sistema.

A justificativa para isto é que como ele é um software de “segurança”, ele fica o tempo todo varrendo o seu computador e conexões para impedir que alguém invada a sua conexão, rastreie o que você digita no teclado ou consiga te mandar uma página falsa do banco, por exemplo. Seria algo como: “Nós te espionamos, mas fazemos isso para garantir que nenhum outro faça.”

Como fazer para usar o ITAU sem instalar esse tal de Warsaw?

Caso você decida não utilizar o Guardião ou sua distribuição Linux não suporta o pacote .deb fornecido, você pode seguir o seguinte procedimento para acessar a sua conta do banco.

Pelo Firefox instale o complemento User Agent:

https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/user-agent-overrider/

O que é o User Agent Overrider?

O User-Agent é um complemento para o Firefox que consegue “enganar” o site que ele visita, fingindo ser um outro navegador. Ele não é um “burlador” de nada, ele apenas é uma mão na roda para Web-Designers que precisam testar um site por exemplo. Ao invés de ter que possuir um iPhone, iPad, Android, PC, Mac e neles todos os navegadores, como: Opera, Chrome, Firefox, Internet Explorer, Safari etc. Você simplesmente abre o site e usa o User-Agent para testar esse site fingindo ser um Internet Explorer no Windows, um Safari no iPad etc.

Mas nós vamos aproveitar esta funcionalidade para conseguir acessar o ITAU sem ter que instalar o Guardião 30 horas.

Depois de instalado o complemento pro Firefox, clique no símbolo dele e depois em “Preferences…”

O que é o User Agent Overrider?

O User-Agent é um complemento para o Firefox que consegue “enganar” o site que ele visita, fingindo ser um outro navegador. Ele não é um “burlador” de nada, ele apenas é uma mão na roda para Web-Designers que precisam testar um site por exemplo. Ao invés de ter que possuir um iPhone, iPad, Android, PC, Mac e neles todos os navegadores, como: Opera, Chrome, Firefox, Internet Explorer, Safari etc. Você simplesmente abre o site e usa o User-Agent para testar esse site fingindo ser um Internet Explorer no Windows, um Safari no iPad etc.

Mas nós vamos aproveitar esta funcionalidade para conseguir acessar o ITAU sem ter que instalar o Guardião 30 horas.

Depois de instalado o complemento pro Firefox, clique no símbolo dele e depois em “Preferences…”

user agente linux nao usar o guardiao no itau

Clique no símbolo do User-Agente e escolha a primeira opção: “Preferences”.

Ali você verá todos os navegadores já pré-configurados. Mas você pode adicionar os seus se quiser. Por isso você irá adicionar na última linha este código:

ITAU: Mozilla/5.0 (X11; FreeBSD OS x86_64) AppleWebKit/535.11 (KHTML, like Gecko) Ubuntu/11.10 Chromium/27.0.1453.93 Chrome/27.0.1453.93 Safari/537.36

Para isto, clique no Símbolo da Extensão, no canto direito do navegador, e em seguida escolha “Preferências…” e você irá ver esta tela abaixo, onde você irá adicionar o código acima:

 

modotexto useragent usar itau

Selecione a Opção “Modo de texto” para adicionar os dados do navegador para usar o ITAU.

E adicione o código na primeira linha, conforme abaixo:

itau guardiao usar sem warsaw

Após adicionar essa linha no User Agent, você poderá usar o ITAU sem o Guardião 30 horas.

O código que você vai colar é esse aqui:

ITAU: Mozilla/5.0 (X11; FreeBSD OS x86_64) AppleWebKit/535.11 (KHTML, like Gecko) Ubuntu/11.10 Chromium/27.0.1453.93 Chrome/27.0.1453.93 Safari/537.36

Pronto! Agora basta clicar novamente no símbolo do User-Agent e escolher a opção ITAU, que ele irá simular um navegador que não precisa do Plugin para acessar o Banco.

itau sem guardiao como faz

Pronto, basta ativar a opção ITAU sempre que precisar acessar o banco, sem usar o Guardião!

Lembre-se de sempre ativá-lo quando for usar o banco e logo em seguida desativar quando não estiver usando. Como ele simula um navegador mais antigo, se você deixar ele habilitado por engano alguns sites podem não funcionar corretamente. Como o Google Drive por exemplo.


Atualização:

Como algumas pessoas tiveram problemas ou relataram o não funcionamento do User Agent Overrider, segue uma outra forma de usar o ITAU sem o Plugin do Guardião:

1 – Também usando o Firefox, instale o Plugin User Agent Switcher. O link direto para a instalação do Plugin no Firefox é este aqui: Página de Plugin do Firefox.

2 – Clique no ícone do Plugin, selecione as opções, na ordem: > Edit User Agents > New… > New User Agent e edite apenas as duas primeiras opções, como na foto abaixo:

usar itau sem instalar

DESCRIPTION: ITAU

USER AGENTE: Mozilla/5.0 (X11; FreeBSD OS x86_64) AppleWebKit/535.11 (KHTML, like Gecko) Ubuntu/11.10 Chromium/27.0.1453.93 Chrome/27.0.1453.93 Safari/537.36

Clique em Ok e a nova opção estará salva.

Para usar o ITAU sem o Guardião, agora ative o Plugin escolhendo a nova opção adicionada e logo em seguida abra uma nova aba ou janela e acesse o banco.

usar banco plugin

Lembrando a mesma dica do outro Plugin: Só use se necessário e enquanto necessário. Não é recomendado manter o Plugin ativado em outros sites, por ser uma versão incompatível com algumas novas tecnologias.

Retirado do Site: =  http://sudolinux.com.br/como-usar-o-itau-pelo-linux-sem-instalar-o-guardiao/

Bateria nuclear: Não precisa ser recarregada e dura para sempre

Pode parecer um tanto assustador, mas a bateria nuclear é segura, não precisa recarregar e dura décadas. [Imagem: Elena Khavina/MIPT]

Bateria nuclear sem riscos

Seu próximo telefone celular, ou mesmo seu carro elétrico, poderão ser alimentados por uma bateria nuclear, em lugar das baterias de íons de lítio, graças a um avanço feito por pesquisadores russos.

E não é preciso se preocupar, porque a radiação envolvida nessa bateria nuclear é de baixa energia, podendo ser bloqueada até mesmo por uma folha de papel – o invólucro da bateria é mais do que suficiente para torná-la segura.

A tecnologia das baterias nucleares – betavoltaica ou betabaterias – foi de fato usada na década de 1970 para alimentar marcapassos cardíacos, antes de ser superada pelas baterias de íons de lítio, com vidas úteis muito mais curtas, mas também mais baratas. Além disso, naquela época as baterias nucleares ainda não haviam sido miniaturizadas.

A bateria nuclear, que funciona a partir do decaimento beta de um isótopo radioativo do níquel – o níquel-63 – foi criada por uma equipe do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou (MIPT), Instituto Tecnológico de Materiais Superduros e Avançados de Carbono (TISNCM) e da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia (MISIS).

O protótipo fornece cerca de 3.300 miliwatts-hora de energia por grama, mais do que em qualquer outra bateria nuclear do mesmo tipo e 10 vezes mais do que a energia específica das baterias químicas atuais.

Bateria nuclear: Não precisa ser recarregada e dura para sempre

Esta é uma foto do protótipo da bateria nuclear, ainda fora do invólucro. [Imagem: TISNCM]

Como funcionam as pilhas e baterias

As baterias químicas comuns, como as pilhas e as baterias de lítio dos celulares, também conhecidas como células galvânicas, usam a energia das reações químicas de redução-oxidação, ou redox. Nessas reações, os elétrons são transferidos de um eletrodo para outro através de um eletrólito, dando origem a uma diferença de potencial entre os eletrodos. Se os dois terminais da bateria forem conectados por um condutor, os elétrons começam a fluir para equilibrar a diferença de potencial, gerando uma corrente elétrica.

Essas baterias químicas são caracterizadas por uma alta densidade de potência – a relação entre a potência da corrente gerada e o volume da bateria. No entanto, elas descarregam em um tempo relativamente curto (pilhas comuns) ou precisam ser recarregadas (baterias recarregáveis). Essa não é uma boa ideia em aplicações como marcapassos cardíacos, porque isso exige cirurgias adicionais, ou pode até mesmo ser impossível, no caso de a bateria estar alimentando uma espaçonave.

Felizmente, as reações químicas são apenas uma das possíveis fontes de geração de energia elétrica – a betavoltaica é outra.

Bateria nuclear: Não precisa ser recarregada e dura para sempre

Esquema da bateria nuclear de níquel-63 e semicondutores de diamante. [Imagem: V. Bormashov et al. – 10.1016/j.diamond.2018.03.006]

O que são baterias nucleares?

Uma bateria nuclear pode ser um nome amedrontador, mas a bateria betavoltaica trabalha com materiais semicondutores para converter a energia do decaimento beta em eletricidade.

As partículas beta de baixa energia – elétrons e pósitrons e, possivelmente, neutrinos – emitidas pelo elemento radioativo, ionizam os átomos do semicondutor, criando o mesmo desequilíbrio de cargas visto nas baterias químicas. Na presença do campo estático de uma estrutura p-n – positivo-negativo, a mesma estrutura semicondutora usada para fazer diodos e transistores – as cargas fluem numa direção, resultando em uma corrente elétrica.

A principal vantagem das células betavoltaicas sobre as células galvânicas é a sua longevidade: os isótopos radioativos usados nas baterias nucleares têm uma meia-vida que varia de dezenas a centenas de anos, de modo que sua potência permanece quase constante por muito tempo – em termos práticos, são baterias para a vida toda, ou mesmo para várias vidas.

Embora essa tecnologia fosse conhecida há décadas, agora, pela primeira vez, as baterias nucleares alcançaram uma densidade de energia que as torna competitivas com as baterias químicas.

Observe que as baterias betavoltaicas não devem ser confundidas com os geradores termoelétricos de radioisótopos, usados nos robôs marcianos, como o Curiosity, e na sonda espacial New Horizons, que explorou Plutão e continua em busca de outros corpos celestes nunca vistos. Esse tipo de gerador nuclear converte o calor liberado pelo decaimento radioativo em eletricidade usando termopares, mas com uma eficiência de poucos pontos percentuais. Seu uso prático é limitado na Terra devido ao combustível radioativo, tipicamente o plutônio-238, que impõe riscos à saúde, é difícil de reciclar e pode vazar para o ambiente – a betavoltaica não impõe esses riscos.

Bateria nuclear: Não precisa ser recarregada e dura para sempre

As baterias atômicas são diferentes dos geradores termoelétricos de radioisótopos usados em naves espaciais. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Bateria eterna

A nova bateria betavoltaica usa níquel-63 como fonte de radiação e diodos de barreira Schottky feitos de diamante para a conversão de energia. Várias equipes vêm tentando usar semicondutores de diamante para fazer baterias que dispensam recarga, mas ninguém havia alcançado a eficiência obtida agora pelo grupo da Rússia.

O protótipo contém 200 conversores de diamante intercalados com camadas de níquel-63 e camadas de isótopos estáveis de níquel. A quantidade de energia gerada depende da espessura da folha de níquel e do próprio conversor, porque ambos afetam quantas partículas beta são absorvidas.

O protótipo da bateria nuclear alcançou uma potência de saída de cerca de 1 microwatt, enquanto a densidade de potência por centímetro cúbico foi de 10 microwatts, o que é suficiente para alimentar um marcapasso artificial.

A tensão de circuito aberto é de 1,02 volt e a corrente de curto-circuito de 1,27 microampere. A potência máxima de saída, de 0,93 microwatt, é fornecida a 0,92 volt. Como o níquel-63 tem uma meia-vida de 100 anos, essa potência corresponde a uma potência específica de cerca de 3.300 miliwatts-hora por grama, o que é 10 vezes mais do que as pilhas e baterias químicas disponíveis comercialmente.

Bateria nuclear: Não precisa ser recarregada e dura para sempre

Existem também tecnologias menos maduras, como um gerador nuclear à base de água, com potencial de substituir as atuais baterias. [Imagem: Kim Kwon et al. – 10.1038/srep05249]

Futuro das baterias nucleares

A eficiência alcançada pela equipe russa abre perspectivas reais para o retorno das baterias nucleares às aplicações médicas. A maioria dos marcapassos cardíacos de última geração tem mais de 10 centímetros cúbicos de tamanho e requer cerca de 10 microwatts de energia. Isso significa que a nova bateria nuclear pode ser usada para alimentar esses dispositivos sem qualquer alteração significativa em seu design e tamanho – seriam então “marcapassos perpétuos”, cujas baterias não precisariam ser substituídas ou recarregadas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e eliminando o risco das cirurgias de reposição.

A indústria espacial também pode se beneficiar bastante das baterias nucleares compactas. Em particular, existe uma demanda por sensores externos sem fio autônomos e chips de memória com sistemas integrados de fornecimento de energia para espaçonaves. E o diamante é um dos semicondutores mais resistentes à radiação e aos rigores de temperatura do espaço.

“Os resultados até agora já são bastante notáveis e podem ser aplicados na medicina e na tecnologia espacial, mas estamos planejando fazer mais. Nos últimos anos, nosso instituto teve bastante sucesso na síntese de diamantes dopados de alta qualidade, particularmente aqueles com condutividade do tipo n [negativo]. Isso nos permitirá fazer a transição das barreiras Schottky para estruturas p-i-n [positivo-intrínseco-negativo] e, assim, alcançar uma potência da bateria três vezes maior,” disse o professor Vladimir Blank, coordenador da equipe.

Bibliografia:

High power density nuclear battery prototype based on diamond Schottky diodes
V. S. Bormashov, S. Yu. Troschiev, S. A. Tarelkin, A. P. Volkov, D. V. Teteruk, A. V. Golovanov, M. S. Kuznetsov, N. V. Kornilov, S. A. Terentiev, Vladimir D. Blank
Diamond and Related Materials
Vol.: 84, Pages 41-47
DOI: 10.1016/j.diamond.2018.03.006

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bateria-nuclear-nao-precisa-recarregada-dura-sempre&id=010115180608#.WxvIjBxv9uQ

 

Anti-Big Bang cria novo tipo de acelerador de partículas

Vista esquemática de uma implosão de microbolhas, mostrando a totalidade dos eventos principais integrados, isto é, a iluminação por laser, a dispersão de elétrons quentes, a implosão e a emissão de prótons.[Imagem: M. Murakami]

Acelerador de partículas

Físicos japoneses descobriram um fenômeno físico de altíssima energia que lança as primeiras luzes sobre fenômenos espaciais de grandes escalas de tempo e espaço, até agora inexplicados, e que terá importantes aplicações aqui na Terra, principalmente na área de saúde e ciência dos materiais.

Masakatsu Murakami e seus colegas da Universidade de Osaka afirmam que o fenômeno, batizado de “implosão de microbolhas”, se parece com um Big Bang ao contrário e é essencialmente diferente de qualquer princípio de aceleração de partículas previamente descoberto ou proposto.

O mecanismo pode explicar a origem dos até agora inexplicáveis aceleradores naturais de partículas, detectados em 2009 em escala galáctica.

Compressão a laser

Tudo começa com a tecnologia de compressão de pulsos de laser, inventada no final da década de 1980, que consiste em técnicas que liberam o laser em curtos pulsos de alta potência – os chamados lasers pulsados – aumentando a intensidade do laser em até 10 milhões de vezes. Esta técnica está sendo usada, por exemplo, em experimentos de fusão nuclear.

Murakami e seus colegas usaram um laser desse tipo para comprimir a matéria até um nível sem precedentes, atingindo uma densidade comparável à da matéria do tamanho de um cubo de açúcar pesando mais de 100 quilogramas.

Quando pressão induzida pelo laser chegou a esse nível, a equipe detectou a emissão de prótons – íons de hidrogênio – de alta energia a partir de aglomerados em nanoescala positivamente carregados, essencialmente um novo mecanismo de aceleração de partículas nunca antes visto ou teorizado.

Esses íons de hidrogênio de energia super alta – também conhecidos como prótons relativísticos – são emitidos no momento em que o laser incide sobre hidretos com bolhas esféricas, bolhas estas com dimensões na faixa dos micrômetros, fazendo as bolhas encolherem até dimensões atômicas.

Pelo que se sabia até agora, seria necessária uma distância de aceleração de dezenas a centenas de metros para que os aceleradores pudessem gerar uma energia tão grande.

Anti-Big Bang cria novo tipo de acelerador de partículas

Este é o nanopulsar criado pela equipe – implosões e expansões repetidas criam um acelerador de partículas inédito. [Imagem: M. Murakami]

Oposto do Big Bang e nanopulsar

A implosão de uma microbolha gera um movimento iônico inédito, no qual os íons viajam à metade da velocidade da luz e convergem para um único ponto no espaço – um fenômeno que se parece com o oposto do Big Bang, disse Murakami.

Repetindo o processo, ou seja, emitindo pulsos seguidos de laser sobre o material, a equipe criou o que eles chamam de um “nanopulsar”, um aglomerado de matéria de alta densidade, só que em nanoescala, emitindo partículas relativísticas de alta energia – um pulsar é uma estrela de nêutrons giratória que emite pulsos regulares de radiação em dois feixes simétricos, parecida com um farol.

Aplicações científicas e tecnológicas

A equipe destaca que este novo conceito ajudará a esclarecer a física espacial de grandes escalas de tempo e espaço, como as origens dos prótons de alta energia que se movem nas estrelas e no espaço, ou mesmo perto de planetas gigantes – recentemente se descobriu um acelerador de partículas natural ao redor de Saturno.

Além disso, compondo uma fonte compacta de radiação de nêutrons através da fusão nuclear, este conceito será utilizado em uma variedade de aplicações em tratamentos médicos e na indústria, como a radioterapia de prótons para tratar o câncer, o desenvolvimento da geração de energia pela fusão nuclear a laser, o desenvolvimento de novas substâncias e ferramentas de análise para melhoria das células de combustível.

Bibliografia:

Generation of ultrahigh field by micro-bubble implosion
Masakatsu Murakami, A. Arefiev, M. A. Zosa
Nature Scientific Reports
DOI: 10.1038/s41598-018-25594-3

Fonte : http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=anti-big-bang-cria-novo-tipo-acelerador-particulas&id=010115180529#.WxvHhRxv9uQ

INSERIR UMA IMAGEM NA ASSINATURA DO WEBMAIL ROUNDCLUBE

Uma assinatura personalizada de email deixa qualquer mensagem profissional. Hoje iremos mostrar como implementar uma assinatura com imagem no RoundCube Webmail.

Passo 1 Vamos acessar webmail RounCube pelo link http://www.exemplo.com.br/webmail. Realizado o acesso a URL do Webmail, será apresentado uma tela com os campos de login e senha. Eles devem ser preenchido conforme mostra o exemplo

Passo 2 Informado os dados de acesso clique no botão “Login”, o cPanel irá redireciona-lo para pagina do Webmail, aonde você deve escolher o Webmail “RoundCube” como mostra a imagem abaixo:

Passo 3 Escolhido o Webmail “RoundCube” o cPanel irá redireciona-lo para o Webmail e você então começará a realizar as configurações.

Passo 4 Estando logado em seu Webmail RoundCube, iremos configura-lo para enviar a assinatura assim que um email é enviado. Para isso, devemos ir até opção “Configuração” disponível para inferior do Webmail, como mostra a imagem de exemplo abaixo:

Passo 5 Com as configurações do Webmail aberto, iremos navegar até o menu lateral esquerdo em “Preferências” e depois em “Redigir mensagens”, irá abrir um quadro ao lado direito, com o quadro lado direito aberto iremos encontrar a seguinte linha (Criar mensagens em HTML) e selecionar a opção “sempre”, como mostra a imagem de exemplo abaixo:

Passo 6 Agora iremos criar nossa assinatura. Para isso devemos ir novamente em “Configurações” e depois em “Identidades” em seguida escolher o email no qual desejamos criar a assinatura, como mostra a imagem abaixo:

Passo 7 No quadro aberto ao lado direto, devemos marcar a opção “Definir como padrão” e também a opção “Assinatura em HTML”. Como os campos marcados iremos até área de texto “Assinatura” e clicar sobre o icone “Inserir e Editar Imagem”

Passo 8 Ao clicar sobre o ícone “Inserir e Editar Imagem” um box será aberto e nele você irá fazer o upload da imagem de seu computador para o servidor. No campo “Endereço da imagem” terá um ícone na frente, clique sobre ele irá ser aberto uma nova janela e nela você clicará sobre o botão “Adicionar imagem”. Feito isso bastará você clicar na imagem que acabou de fazer upload e em seguida clique no botão “OK”

Observações: A imagem deverá ter no máximo 64KB

Realizado os passos acima, nós já teremos nossa assinatura de e-mail cadastrada com sucesso!

Caso precise de mais alguma informação, mande um email para suporte@tecsysteminformatica.com

Um dia chuvoso carrega baterias com painéis foto voltaico ?

Tudo bom pessoal.

Algumas pessoas me questiona se conseguiria  carregar as baterias com painéis foto voltaico   em dia de chuva, bom carrega de acordo com a eficiente de seu controlador.

A diversos equipamento que promete muita coisa e entrega muito pouco.

Equipamentos PWM tem uma eficiência muito menor do que se comparado a  controladores MPPT.

Mas tam bem temos que levar em consideração a qualidade e confiabilidade de cada fabricante, pois infelizmente não e só no Brasil que se encontra empresários e pessoas desleais.

Quando for adquirir um equipamento verifique a competência da empresa ou pessoa , peça muitas   informações.

Respondendo a pergunta do inicio, abaixo vocês verão um vídeo feito em um dia chuvoso em minha residência.

Ótima Semana!

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